Archive for the 'Cachorros' Category

Canil novo

Segundo post seguido sobre cães. Melhor mudar o nome do blog, não? :-P

Mudamos para a casa nova já faz quase 2 meses agora e, lógico, trouxemos os cães. Pra quem é novo no blog tenho 4 cães que me acompanham desde o Brasil: 3 rottweilers e 1 vira-lata.

O vira-lata goza de privilégios elevados, incluindo o direito a dormir na nossa cama, mas os rotts são… como direi… ogros demais pra viver dentro de casa e ficam do lado de fora.

Na nossa primeira casa em Sumaré tínhamos apenas o Hurd e num corredor sem saída fizemos o canil. Não achei nenhuma foto desse canil pra postar aqui. :(

Na segunda casa também em Sumaré começamos com um canil só, pois tínhamos apenas o Hurd e mais tarde a Pipe. Se precisávamos prender os dois era apenas temporariamente, pois o quintal era murado como é normal no Brasil.

Se eles precisavam ficar realmente separados ainda assim o canil era grande o suficiente pra eles ficarem bem.

O problema é que o chão de terra batida virava uma bela lama quando dava aquelas tempestades de verão e ficava só um cantinho seco pros bichinhos se deitarem. Além do que essa terra vermelha penetra nos pêlos e eles estavam sempre sujando a gente. Sempre tínhamos que manter uma “roupa de cuidar de cachorro”, que acabava manchada de terra vermelha.

Com o advento da chegada da Dot precisei ampliar o canil, já que ela e a Pipe não se dão bem, rolando umas brigas feias se deixadas soltas ao mesmo tempo. A ampliação foi simples e resolveu uma parte dos problemas, já que também cimentei o chão da parte mais antiga do canil.

Já na nossa primeira casa aqui no Canadá o serviço já estava meio feito. Moramos na área rural de Halifax e na casa já tinha um celeiro antigo que só precisou de uma cerca para virar o canil:

O ruim é que a casa sendo alugada não nos permitia fazer transformações mais drásticas, então usar a porta aberta foi a única opção. O único abrigo do vento eram as caixas de transporte que deixei dentro de cada sessão. Os rotts aguentam o inverno aqui da região (-20.oC) com tranquilidade, mas que dava dó mesmo assim, dava.

Sem contar  a inconveniência, pois não tinha luz no celeiro e eu tinha que ir de lanterna depois de escurecia (o que acontece 16:30 aqui no inverno).

Além disso como as casas não tem muros aqui no Canadá não tenho a possibilidade de deixar nenhum cão solto sozinho. Só sob supervisão e com muito menos freqüência do que estavam acostumados no Brasil. O que acabava sendo compensando pelo quintal enorme e o lago.

E de novo o problema com o chão: Era de cascalho e limpar os cocôs era horrível, pois enroscava tudo, eles pisavam e misturavam cocô com pedra e quando chovia ainda fazia aquela lameira. Na primavera então era horrível, pois a neve começa a derreter muito rápido e o solo não consegue absorver tudo, formando imensas poças de lama no canil. Vira e mexe eu tinha que tirar um dos cães de seu canil e deixar uns dias na edícula que tinha na frente da casa (abaixo) até melhorar a lama.

Então pra casa nova eu resolvi planejar: Queria um canil com espaço interno protegido do tempo, não precisando ser muito grande, mas o suficiente para ter a tigela de comida, o balde de água o cachorro deitado confortavelmente e protegido do vento. Água, e energia (para luz e aquecimento) também incluídos.

Do lado de fora 2 áreas cercadas separadas: Uma para cada cachorro individualmente com espaço o suficiente para fazer xixi/cocô e ainda sobrar para deitar bem esparramado no sol e até dar uma movimentada saudável nas pernas. Essa área precisaria ter um chão decente, fácil de limpar e sem prejudicar as articulações (como é o caso de piso frio).

Além dessa área menor uma outra grande cerca em volta disso tudo onde um ou dois cães poderiam ser soltos ao mesmo tempo, durante o dia, mesmo na nossa ausência. A idéia é permitir que eles se exercitem mais e arranjem distrações durante o dia por conta própria.

Depois de muitas pesquisas, tentativas e vai-e-vem acabei montando o canil utilizando um container. Aqueles de navio mesmo. Quem acompanha o blog a mais tempo deve lembrar deste post onde eu falava das múltiplas possibilidades de uso de um container.

Comprei um container 20”x8” (6mx2.5m aproximadamente) e na frente dele coloquei um deck de madeira também do mesmo tamanho. Do lado de dentro dividi 3 sessões de 4”x4” (1,2m x 1,2m) e do lado de fora 3 sessões de 4”x8” (1,2m x 2,5m), com aquelas dog-doors que permitem a passagem dos cães e protegem do tempo.

Providenciei porta e janelas, puxei energia até lá perto e voilá! Temos um canil.

Foto tirada durante a hora da janta, quando todos os cães estavam do lado de dentro.

Ainda não está completo, pois falta a cerca externa (reservei +/- 1000m2 pra isso), conectar a energia e instalar iluminação e aquecimento. A última parte não vou me preocupar agora, pois ainda estamos na primavera e não vou precisar disso até o final do outono, mas a cerca externa quero colocar o quanto antes.

Mais algumas fotos:

Pra quem tá pensando em montar um canil, as dog doors são da PetSafe e as cercas da Eastern Fence. O container achei no Winlie Group e o deck de madeira e as adaptações do container foram feitos por um excelente carpinteiro que conheci durante a construção da casa.

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Responsabilidade com nossos cães

Recebi uma notícia que me deixou chateado. A pessoa que comprou o Ajax me madou um email dizendo que estava passando por “grandes” mudanças na sua vida e não ia mais poder ficar com ele, que estava procurando alguém para adotá-lo.

Da forma mais educada que pude respondi pra ele perguntando se tinha certeza disso e se ele não estava tentando uma solução permanente por um problema temporário.Deixei claro pra ele que eu sei uma coisa ou duas sobre mudança radical de vida e que se eu tinha mudado para um país estrangeiro apenas com uma reserva de um quarto de hotel e sem casa, emprego, familiares ou conhecidos e ainda assim carregado 4 cachorros ele também poderia manter o Ajax.

Não conheço a situação da pessoa para saber se ele tem razão ou não, mas isso me fez pensar…

Eu fico realmente indignado como as pessoas dispõe de seus cães facilmente. “To mudando pra uma outra cidade. Preciso dar meu cachorro”. “To indo pra um apartamento, preciso dar meu cachorro”. “O sobrinho do vizinho do meu primo vai em casa 2 vezes por ano e ele tem alergia. Preciso dar meu cachorro”.

Amigão… se você tem ou pretende ter um cachorro saiba que esse bicho te venera e será seu escudeiro fiel por toda sua curta vida. Quando fizer seus planos de vida tenha certeza de inclui-lo neles! Cacete. Vai falar que só lembrou que tinha cachorro quando assinou o aluguel do apartamento novo e chegou na cláusula de proíbe animais? Ou então só lembrou que ia ter que levar o cachorro pra cidade vizinha a hora que o caminhão de mudança chegou e ele latiu no portão?

Aqui em casa mesmo temos alguns planos que já estão marcados para daqui uns 5 ou 6 anos, quando provavelmente já não teremos mais nossos rotts conosco (expectativa média de vida da raça é de 9 anos). Não vou fazer planos loucos que exijam nossa ausência prolongada ou constantes viagens sabendo que tenho meus cães aqui, como parece uma lógica muito simples de entender, mas um bom tanto de gente parece não conseguir.

E quem dispõe de seus cães por causa de vizinhos, amigos ou parentes então? Não comprei ainda, mas quero ver se acho um quadrinho bem brega pra colocar na porta de entrada da casa dizendo “Você é apenas uma visita. O cachorro MORA aqui.”. Acho que isso deixa claro o suficiente.

Reclamações à parte, se alguém aí quiser um rottweiler ele está um pouco mais de meio mundo (literamente) de distância do Brasil, mas é um excelente cachorro.

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2004 vs 2009

Ou também “razões pelas quais você deve tratar bem seu filhote de rottweiler”

hurd_evolution

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Cães e crianças

Os freqüentadores desde blog já se depararam com vários posts sob cães aqui. E alguns deles tem fotos dos meus “bebês”.

Além de um pequeno e simpático vira-latas tenho também três grandes rottweilers, que depois dos pit-bulls é a raça mais mal-compreendida pelas pessoas e odiada pela mídia.

A desinformação é tanta que já ouvi de dono de rottweiler, que a raça é “traiçoeira”. Um sujeito chegou ao ridículo de dizer que ele nunca dá as costas para o rottweiler dele. Que ele entra e sai do canil olhando nos olhos do cachorro.

Pior: tem gente que mistura mentiras propagadas sobre uma raça em cima de outra raça e criam histórias que chegam a ser engraçadíssimas. Por exemplo, existe a lenda de que o cérebro do dobermann é muito grande para o crânio dele e por isso o cachorro sofre constantemente de dor-de-cabeça, o que faria a raça muito irritadiça. É uma lenda engraçada, mas uma pessoa com pouco bom-senso pode achar que é verdade, já que o crânio de um dobermann é realmente pequeno.

Mas outro dia ouvi alguém falando essa besteira, mas trocando dobermann por rottweiler. Esse sujeito obviamente nunca viu um rottweiler. Qualquer um que já tenha visto o tamanho da cabeça de um rottweiler sabe que isso é mentira. Tem crânio ali para dar e vender.

Rotts são ótimos cães quando criados adequadamente (com alguém que confie neles o suficiente para lhes dar as costas, por exemplo) assim como outras raças consideradas perigosas.

Aliás, para quem não sabe, as listas de “raças perigosas” não foi elaborada por adestradores, criadores, veterinários, zootécnicos ou especialistas em comportamento animal. Elas foram criadas por políticos, burocratas e pela imprensa. Esse é um dos motivos que uma raça é considerada perigosa em um lugar (se não me engano dobermann é “perigoso” no RJ) mas não em outro (dobermann é um doce em SP).

O que um cachorro é e como ele se comporta é fruto de genética e meio-ambiente. Um cão é como uma eterna criança. Pode ser aquela coisa chata, pentelha, mandona e birrenta – com caninos afiados e uma mandíbula que consegue partir ossos – ou um exemplo de educação, comportamento e respeito. Tudo depende da criação.

O problema, no meu ponto de vista é quando junta criança com cachorro. É preciso manter vigilância constante e ter certeza de não deixar os dois sozinhos nunca. É preciso levar sempre em conta o fator imprevisibilidade. Por mais educação e esforço que se coloque durante o desenvolvimento esses animais podem sempre te surpreender negativamente e acontecer uma tragédia como essa.

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Imagem do dia: Hurd e Pipe

hurd_pipe_spring_09

Esq p/ Dir: Pipe & Hurd – Primavera de 2009

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Eu quero um gatinho

Vou ver se consigo convencer a esposa a deixar eu ter um gatinho desses! O primeiro que aparece no vídeo, tendo o queixo coçado pelo cara, fez igualzinho o Hurd costuma fazer quando quer agrado.

Não pode ser tão diferente assim dos meus cães.

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Conceitos sobre adestramento

Meu amigo Tomás Szpigel do Adestrador Online publicou um vídeo bem interessante sobre conceitos de adestramento.

Se você tem ou pretende ter um cachorro, recomendo fortemente assistir.

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Cachorrinho

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Mythbusters – Mitos caninos

Atenção: Esse post é um cross-post com este outro no fórum do Adestrador Online. Se você se interessa por cães, recomendo fortemente este site. ;)

Não sei se mais alguém aqui curte Mythbusters tanto quanto eu, mas acabei de assistir um episódio onde alguns mitos são testados:

1-) Cachorro velho não aprende truque novo
2-) É possível enganar um cão de guarda
3-) É possível enganar um bloodhound

SPOILER abaixo. :)

Continue reading ‘Mythbusters – Mitos caninos’

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Um dia o MacGyver resolveu adestrar um beagle…

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E você achando que é muito esperto, né? :-P

Vi primeiro aqui.

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