Hoje vindo pro serviço ouço no rádio que uma mulher nos EUA foi condena por homícidio ao deixar sua filha diabética morrer por falta de tratamento. A mulher acreditava que o poder de Deus ia curar sua filha e que ela não deveria levá-la a médicos nem dar-lhe remédios, pois doenças são fruto do pecado e, portanto, podem ser curadas com oração e arrependimento.
Tamanha ignorância me chocou, mas acabei me envolvendo em outras coisas aqui no trabalho e não escrevi sobre isso. Mas alguns minutos atrás o Augusto postou no Blog dele um outro caso parecido, mas com um final um pouco melhor: O juiz obrigou o tratamento de um menino com câncer.
Eu fico impressionado com a ignorância religiosa de certas pessoas e me lembro de uma piadinha que meu antigo pastor no Brasil contou:
O sujeito caiu no rio e sem saber nadar segurou-se numa pedra. Ele então começou a pedir: Ó Deus, me salve, pois o rio está subindo e em breve esta pedra estará submersa e eu vou me afogar.
Nisso passa por ele um grande galho de árvore. Ele pensa em se agarra a ele e nadar até a margem, mas não faz isso pensando: Deus há de me salvar.
Algumas pessoas então percebem o sujeito no rio e correm para jogar um corda. Ele se recusa a pegar a corda gritando: Eu tenho fé que Deus vai me salvar!
O rio continua a subir e o nego quase afogando.
Uns pescadores então pegam um barquinho e vão até o sujeito. Tentam puxá-lo mas ele se recusa, respondendo que Deus está testando sua fé, mas que ele não vai falhar e será salvo.
Finalmente os bombeiros aparecem, num helicóptero de resgate, quando o sujeito só tem um dedinho ainda agarrado na pedra. Mais uma vez ele rejeita o socorro, pois sua fé está mais forte do nunca! Deus irá salva-lo.
Desnecessário dizer que ele se afoga e assim que chega no céu resolve “tirar satisfação” com Deus.
-” Senhor… Eu tive tanta fé! Porque me deixou morrer afogado?”
-” Meu filho… Eu te mandei um galho e você o desprezou. Mandei pessoas te jogarem uma corda e você os ignorou. Enviei pescadores e por fim até os bombeiros e você não quis minha ajuda! Não puder salvá-lo porque você não quis meus enviados”
Não sei vocês, caros leitores, mas eu odeio falar no telefone.
Acho que meu meio de comunicação favorito é email. Você manda quando quiser, seu destinatário lê quando puder e responde se quiser. E ainda tem a vantagem de não ser um sistema 100% confiável então vira e mexe alguma mensagem inútil não é entregue ou então você pode dizer a algum pentelho que não recebeu nada dele.
Depois do email gosto de IM (Instant Messengers). No IM você configura sua presença de forma que todos os seus contatos saibam se você está ocupado, disponível, ou fora da sua mesa. Ainda te dá a flexibilidade de ler uma mensagem só quando puder e responder se quiser e – o mais legal – a maioria dos IMs tem uma função pra bloquear alguém. O famoso “fala com a minha mão”.
Por último apelo pro contato pessoal. Simplesmente levanto da minha mesa e vou até a mesa de quem quero conversar. De longe já dá pra saber se a pessoa está ocupada, falando no telefone, de mau-humor, coçando o saco, etc. Além disso o sujeito precisa te dar o mínimo de atenção e normalmente, com a pressão certa, você consegue resolver as coisas rapidamente.
Mas o telefone… Já começa mal: O telefone toca. Ele rompe o silêncio e a paz, normalmente com um som estridente e incômodo. Aquele pra te fazer atender mesmo, já que ficar ouvindo é insuportável. Eu não sou de muitas manias e esquisitices, mas algo que me irrita profundamente é telefone tocando. Já quase atendi telefone em casa/escritório alheio, de tanto que irrita.
Pior ainda quando você está no banco, no médico ou qualquer outro lugar sendo atendido por alguém e essa pessoa quer mostrar que está dando toda a atenção pra você ignorando o telefone que toca desesperadamente. Eu sempre interrompo a conversa e falo: Atende isso, por favor.
No telefone também não tem jeito de você já deixar configurado se está ocupado, resolvendo um puta problema, assistindo TV ou só querendo um pouco de paz. Não tem AWAY/DND/Invisible Mode.
Pior… no telefone as pessoas não tem dão 100% de atenção. Você passa 5 minutos descrevendo o problema pro cara do suporte e quando termina de falar o nego solta: “Desculpa, senhor. O sistema está lento. Pode repetir”? Cacete… se tivesse na frente do nego nem começava a falar antes de ver ele na telinha do sistema.
O telefone também exige respostas rápidas, mas normalmente vem desprovidas de compromisso, pois ou o cara respondeu sem prestar atenção, ou respondeu que sim enquanto fazia aquela cara de “não faço idéia do que você está falando” – mas você não viu isso – ou simplesmente respondeu e não anotou.
Pior: O telefone não gera registro, não guarda log, não serve como evidência. E em vários países você não pode gravar uma ligação sem consentimento de todas as partes. Algo que é automático com email e IM simplesmente não existe com telefone.
Repetir conversa então? No email eu simplesmente copio 10 destinatários e todo mundo recebe a mesma mensagem. Se daqui 1 mês alguém disser que “isso nunca foi discutido” eu simplesmente reencaminho um email antigo. E no telefone?? “Lembra que conversamos sobre isso? Não? Me ferrei então, né?”
O telefone também falha por não mostrar as expressões corporais e faciais do seu interlocutor. Será que minha conversa está agradando? Estou entediando meu interlocutor? Ou será que nego já me colocou no mudo e tá me ignorando faz tempo?
Pior ainda quando são aquelas conference-calls intermináveis, que entra e sai gente o tempo todo. Sempre tem um desgraçado que coloca na espera e entra musiquinha tocando pra todo mundo. E aquele outro imbecil que tem um telefone GSM e fica recebendo SMS a cada 1 minuto. Com o celular do lado do telefone, pra criar bastante interferência mesmo.
Sem contar nego que assobia, tosse, batuca…
Por mim telefone poderia ser banido. Acho que pior do que telefone só video-conferência, que além de todas as desvantagens do telefone ainda te impede de utilizar a tecnologia de pijamas ou dando uma mijada…
Vídeo interessante sobre a tendência demográfica mundial. Só não entendi o pedido no final. Basicamente eles tão pedindo pra gente filhos? Thanks, but not thanks.
Qualquer cristão que tenha freqüentado a escola dominical ou tenha lido um pouco a bíblia sabe que seremos alvos de perseguição, preconceito e até violência. Ou, corrigindo o tempo verbal, somos alvos.
Os missionários que se arriscam na janela 10 40 são freqüentes vítimas de prisão política (ou religiosa), estupros e assassinatos e não é de se esperar menos, tendo em vista os países que estão nessa região.
Porém o que anda me surpreendendo ultimamente é o ataque cada vez mais intenso em países tradicionalmente cristãos, como EUA e até o Brasil.
O que me irrita não é o fato de alguém defender sua posição de ateu, agnóstico ou seja lá o nome que preferir adotar. O que me deixa tiririca é que essa nova ondinha de pessoas “Sou ateu, graças à Deus” está montando um perfil padrão para todos os cristãos que assume que somos totalmente otários.
Ontem mesmo rolou no Twitter (preciso falar desse treco ainda) e hoje em vários blogs um post do Edir Macedo pedindo “ajuda de custo” pro blog dele. Segundo o infeliz custa mais de 100 mil reais por mês manter o tal.
A consequencia disso é que alastrou igual fogo pela internet e mais uma vez rolou a estampa: “Só otário mesmo para acreditar em Deus”.
Além disso acabei de assistir um vídeo no youtube em que o sujeito compara Deus com uma garrafa de leite, chegando no final do vídeo à conclusão que Deus tem tanto poder quanto a última. Os argumentos do cara fazem algum sentido para quem não é cristão, apenas do ponto de vista estritamente lógico, mas o que me irritou no vídeo é que o sujeito desenvolve a idéia dele de tal forma que no final do vídeo a única conclusão é a seguinte: Ou você acredita em Deus ou você é uma pessoa inteligente. As duas coisas não pode co-existir.
É realmente irritante como algumas pessoas apelam para a ciência para mostrar que Deus não existe. Ciência e religião são tão distantes quanto português e matemática. Você jamais vai provar o teorema de pitágoras fazendo analise sintática e morfológica da equação. Não se mede/comprova/audita/exclui Deus através da ciência.
Durante muitos anos a ciência sofreu na mão da religião (que o diga Galileo) e agora os cientistas querem que a religião sofra na mão deles. Tudo bem, ambas estão em última instância embaixo da liberdade humana, mas não esperem que eu vá ser chamado de otário e achar bonito.
Flashmob é um termo que signifca uma demonstração pública, manifestação, bagunça ou algo do tipo que acontece muito rapidamente. Normalmente manifestações que não fazer o menor sentido e não tem nenhum propósito além de causar confusão (no bom sentido) na cabeça dos passantes e divertir os participantes.
Um exemplo disso é a guerra de travesseiros, que acontece em vários lugares do mundo. Imagine você andando tranquilamente na Avenida Paulista e de repente percebe uma multidão se aglomerando embaixo do MASP em questão de segundos. Cada um deles tira um travesseiro da mochila, do casaco ou de uma sacola e começa a sentar travesseirada em outras pessoas (que estão também armadas com travesseiros). A briga dura uns 2 ou 3 minutos e depois as pessoas simplesmente param e dispersam, como se nada tivesse acontecido.
Engraçado, mas só se você for um adolescente sem muito o que fazer.
Mas algumas pessoas tem a capacidade de melhorar conceitos e criar eventos realmente interessantes com flash-mobs. Algumas empresas também já perceberam que pode ser um golpe publicitário genial.
Tem vários vídeos interessantes no Youtube, e esse foi o mais recente que encontrei. Muito, muito massa.
Lembrando do post anterior, hoje é o Earth Day. Pra mim e pra esposa, mais do que simplesmente desligar as luzes para economizar uns trocados e ajudar a diminuir o consumo de energia mundial, o desafio é ficar 1 hora sem energia.
Da última vez que teve blackout aqui resolvemos simplesmente ir dormir, já que o cérebro simplesmente trava sem computador, internet, televisão… Mas dessa vez tamos preparados.
Entre 20:30 e 21:30 vamos jantar e jogar truco à luz de velas. Jogar truco só com duas pessoas é muito chato, mas não conhecemos outros jogos de carta.
Se quiserem uma sugestão de rango, segue abaixo um sanduiche que já vou deixar preparado, só pra servir na hora:
Peito de frango (de um frango assado)
Repolho (roxo ou verde)
2 colheres de vinagre branco
1 colher de azeite
Uma pitada de pimenta e 1 de sal
Honey mustard (como chama isso no Brasil? Mostarda com mel?)
Um pão bacana (italiano, ciabbata, baguete)
Misture o azeite, o vinagre, o sal e a pimenta e misture bem no repolho. Toste o pão, passe a honey mustard, coloque o frango e o repolho em cima.
Já viajei um bocado de avião e ao contrário do imaginário popular, os avisos e instruções de segurança não são dadas por lindas, simpáticas e fluentes aeromoças.
São sempre resmungados por mal-humoradas e poucos colaborativas trubufus cuja cara de tédio poderia facilmente transmitir uma doença.
Então da próxima vez que for pegar um vôo vou ver se consigo pela SouthWest Airlines. O preço da passagem já inclui couvert artístico.
Em 2007 o pessoal em Sydney, Austrália, chegou à conclusão que uma única pessoa não pode fazer nada pelo aquecimento global, consumo de energia e queima de combustíveis fósseis (principal fonte de energia por lá), mas poderiam fazer o seguinte: Combinar um dia, um horário e todo mundo desliga as luzes e eletrônicos ao mesmo tempo.
A versão ecologicamente responsável do famoso “de grão em grão a galinha enche o papo”. A idéia deu certo e famílias, empresas e até o governo aderiram, apagando até iluminação pública durante uma hora.
A imprensa gostou, espalhou a notícia e caiu na internet. E ai já era… viral mesmo.
Ano passado a gente participou, desligando tudo aqui por uma hora no dia 29 de Março e vou dizer o seguinte: Não caiu a mão, não perdi a noção de tempo e espaço e, felizmente, não morri por passar uma hora no escuro. E minha conta ainda agradeceu.
Baseado na minha experiência de passar uma hora completamente sem energia, desconectado do mundo – e de volta a normalidade – te desafio a participar dessa mesma aventura radical esse ano. O Earth Day 2009 vai ser no dia 28 de Março às 20:30hrs, no seu horário local.
Sei que só tenho meia dúzia de leitores neste blog, mas se cada tiver o trabalho de postar no seu próprio blog e, mais importante ainda, anotar na sua agenda e lembrar de participar, já podemos falar de algumas centenas de quilos de CO2 não emitidos e algumas dezenas de dinheiros economizados.