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	<title>Another Geek Blog &#187; newbie</title>
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	<description>Just another WordPress weblog</description>
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		<title>De volta às raízes</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Feb 2008 03:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eri</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois deste outro post não teve jeito&#8230; O dedo coçou e eu tive que baixar o Slackware. Lógico que não coloquei ele no nosso computador de uso corrente, mas sim dentro de uma instância de VMWare. Já falei que adoro virtualização? O que eu tinha na cabeça era o seguinte: Pelo menos desde 1999 eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois deste <a href="http://geek.linuxman.pro.br/geek/ta-de-brincadeira-02">outro post</a> não teve jeito&#8230; O dedo coçou e eu tive que baixar o <a href="http://www.slackware.org">Slackware</a>.</p>
<p>Lógico que não coloquei ele no nosso <a href="http://geek.linuxman.pro.br/geek/upgrade">computador de uso corrente</a>,  mas sim dentro de uma instância de <a href="http://www.vmware.com">VMWare</a>. Já falei que adoro virtualização?</p>
<p>O que eu tinha na cabeça era o seguinte: Pelo menos desde 1999 eu não coloca as mãos no Slackware. E vale aqui abrir um longo parênteses:</p>
<p>Comecei com Conectiva Marumbi (com uma rápida passagem anterior pelo RedHat, nem sei que versão), passei pelo Conectiva Guarani, Conectiva 4.0 e depois Slackware. A linha do tempo bate? Nem sei mais. Alguém lembra as datas de lançamento das versões?</p>
<p>Rodei Slackware talvez por uns 6 meses, mas surgiu na época uma possibilidade de negócios em relação ao SuSE e usei essa distribuição por um bom tempo, até conhecer o Debian. Depois foi um pinga-pinga  entre Debian e Kurumin (Debian em servidores e Kurumin em desktops) até eu conhecer o Ubuntu, que tenho usado desde então.</p>
<p>Vale dizer que durante uma época por volta de 2000 eu tinha uma máquina de testes e participava de um grupo de usuários que recebia CD de tudo quanto é lado mundo e por isso tive a chance de brincar com distribuições como Caldera Linux (SCO, alguém?), Corel Linux, Turbo Linux e diversos outros já falecidos neste momento.</p>
<p>Fecha parênteses.</p>
<p>Ou seja, eu já fui geek de verdade. Compilava meus próprios programas do fonte, já que tanto na época do Slackware como do SuSE tinha muita coisa que só dava pra instalar via fonte.</p>
<p>Hoje é ridiculamente simples instalar o Ubuntu, dando um duplo-clique no Live-CD e respondendo meio dúzia de perguntas, mas a coisa já foi bem diferente. E achei que valia a pena, mesmo por diversão, reviver os bons momentos do passado com o bom e velho Slackware.</p>
<p>Me propuz a fazer o seguinte: Baixei o ISO, configurei o VMWare pra dar boot usando a imagem, coloquei a máquina virtual em full screen e decidi fingir que não tinha mais nenhum recurso à minha disposição.</p>
<p>Afinal era isso que acontecia no passado. Uma vez iniciado o processo de instalação você estava por conta própria. Não era simples fazer uma instalação dual-boot e eu logo que comecei a usar Linux já tinha decidido por single boot. Então não tinha pra onde correr.  Era pra macho. Você, o teclado e uma telinha preta.</p>
<p>Me colocando neste cenário então parti pras cabeças.</p>
<h3>Instalação</h3>
<p>Começo dizendo que baixei só o primeiro CD da instalação. Imaginei que se o Ubuntu e o Debian só precisam de um CD pra ter um sistema funcional, o Slackware também só ia precisar do primeiro.</p>
<p>E eu estava certo. Só que eu esqueci  o conceito de funcional do Slackware. A gente chega lá.</p>
<p>Assim que deu boot o instalador caiu no console pedindo pra dar login como root. Pô quase rolou uma lágrima de saudades de uma instalação via CLI. que coisa linda.</p>
<p>Dei login e fui instruido a particionar o disco via fdisk ou cfdisk. Então fui de fdisk, já que cfdisk é pros fracos. <img src='http://geek.linuxman.pro.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':-P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Caramba&#8230; já usei tanto o fdisk e nem lembrava as opções. Tive que ficar dando &#8220;m&#8221; toda hora pra vê-las.</p>
<p>OK, disco particionado, formatado e pronto pra instalação. Ai entra o setup.</p>
<h3>Setup</h3>
<p>Pergunta algumas coisas sobre o tipo de seleção de pacote que eu quero. Como sou metido vou em &#8220;menu&#8221;, que é a mesma coisa que expert, se não me engano.</p>
<p>Fiz uma seleção de pacote mais ou menos e mandei instalar. Acompanhei todo o processo de instalação dos pacotes, mas me assuntei na hora que ele pediu o segundo CD. PUTZ! Eu não baixei. E agora? Droga.</p>
<p>Mas tudo bem, ele tinha uma opção de passar batido e continuou a instalação, que foi normal até a hora que ele perguntou onde devia instalar o Lilo. <strong>MANO!!! LILO!!!</strong> Que saudades! Fazia tempo que eu não via o Lilo.</p>
<p>OK, tudo configurado ele pede boot e deve voltar instalado.</p>
<h3>A telinha preta</h3>
<p>Quando deu boot, usando framebuffer a 1024&#215;768, cai no prompt, onde loguei como root e, perdendo a noção da realidade por um momento, mandei um startx.</p>
<p>Foi ai que me toquei que nada que não estava no CD1 foi instalado. Inclusive o X.</p>
<p>Bom, ainda bem que eu tinha selecionado o Lynx, então  naveguei até a página do Slackware, acessei a lista de arquivos do diretório &#8220;x&#8221; e fiz um dump pra um arquivo TXT. E ai foi só colocar um:</p>
<pre>for i in $(egrep "http://.*tgz" files.txt|cut -d . -f2-); do wget $i; done</pre>
<p>Todos os pacotes baixados&#8230; Mas como instala mesmo? Mais uns 10 minutos no google (se está me chamando de lerdo neste momento te convido a fazer uma busca no google com o lynx, certo?) e descobri:</p>
<pre>installpkg nome-do-pacote.tgz</pre>
<p>Mas como não sabia quais pacotes ia precisar eu fui indo um por um, numa seqüencia mais ou menos lógica&#8230; Instalando o xorg, driver do xorg pra vmware, xfonts&#8230;  Instalei uma penca de pacote e não aparecia o maldito startx.</p>
<p>Ai eu pensei em chamar direto o X. Ele começou a abrir e deu um pau muito sinistro, por isso rodei o xorgconfig. Na minha época ainda chamava xf86config, mas é exatamente a mesma coisa. heheheh&#8230; Nem de longe lembra as interfaces de configuração de hoje em dia.</p>
<p>Depois de instalado continuei sem conseguir iniciar o X, com um erro sinistro de fonte não encontrada.</p>
<p>Tentei de tudo até chegar a conclusão que devia tar faltando alguma coisa. E ai rodei:</p>
<pre>installpkg *.tgz</pre>
<p>Não adiantou. Caramba&#8230; não acredito que vou ter que abrir o lynx de novo. (ódio ao lynx++)</p>
<p>Pesquisei mais um pouco e vi que tinha mais trocentos pacotes de aplicações X num diretório chamado xapps, em outro CD que eu também não tinha baixado. Usei o mesmo processo de dump do html + script pra baixar todos os pacotes de novo e o installpkg mais uma vez.</p>
<p>Nada. Sem sucesso. Lynx de novo não!!!!!</p>
<p>Mas desta vez pelo menos deu resultado. Só precisei chamar o pkgtool e mandar ele rodar alguns scripts de instalação de novo.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://geek.linuxman.pro.br/wp-content/uploads/2008/02/pkgtool.png" alt="pkgtool.png" /></p>
<p>Depois disso foi só dar um startx e TADÁÁÁÁÁ!!!  Habemos ÉQUIS!</p>
<h3>X</h3>
<p>Nada muito elegante, claro. Me recusei a instalar KDE e parti logo pro WindowMaker. Quem ai lembra dele? <img src='http://geek.linuxman.pro.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Ô tempo baum&#8230;</p>
<h3>Sobre a experiência</h3>
<p>Eu gosto muito do Slackware. Sempre gostei e só deixei de usá-lo por dinheiro. <img src='http://geek.linuxman.pro.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Aprendi muito na época que ele era minha distribuição do dia-a-dia, mas definitivamente já passei da fase de achar divertido passar horas pra instalar um <em>tweakear</em> um SO.</p>
<p>Hoje sou um preguiçoso acomodado que prefe clicar no adept duas vezes por semana, e reclamando de como tem atualização pra caramba, do que  instalar meu Slackware extremamente customizado/bonito/seguro mas que é chato até umas hora de manter.</p>
<p>Pelo menos na minha máquina de &#8220;produção&#8221;, que é devidamente compatilhada com a <a href="http://www.sustenido.mus.br">esposa</a>.</p>
<h3>Próximos planos</h3>
<p>Vou precisar do meu notebook funcional pelo menos pelo próximo um mês, por isso estou rodando Ubuntu &#8211; RC do Hardy  &#8211; nele, mas assim que liberar pretendo substituir o Linux por <a href="http://www.openbsd.org">OpenBSD</a>. Já faz um bom tempo que brinquei com o Open pela última vez e mesmo assim foram em alguns firewalls que montei. Nunca tive a oportunidade de usá-lo em workstation e acho que vou me ocupar por tempo o suficiente tentando colocar ele no ar, com todas as firulas que tenho hoje no meu Ubuntu.</p>
<p>Definitivamente também vou brincar com alguma coisa relacionada ao Solaris, como o Nexenta, que já <a href="http://geek.linuxman.pro.br/geek/nexenta-a7">comentei aqui</a>.</p>
<p>E o bom é que o Notebook eu não preciso dividir com ninguém! mhuuhaauhauua!!!</p>

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		<title>A vida via linha de comando</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 01:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eri</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje a esposa me ligou e pediu: Quando você chegar em casa, instala o gFTP pra mim? Como ela está no sudores eu disse: &#8220;Instala você mesma.&#8221; E fiz uma pausa para explicar como instalar. O que me veio à mente não foi o Synaptic ou o Adept, mas sim o apt-get véio de guerra. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje a <a href="http://www.sustenido.mus.br">esposa</a> me ligou e pediu: Quando você chegar em casa, instala o <a href="http://gftp.seul.org/">gFTP</a> pra mim?</p>
<p>Como ela está no <a href="http://www.gratisoft.us/sudo/man/sudoers.html">sudores</a> eu disse: &#8220;Instala você mesma.&#8221; E fiz uma pausa para explicar como instalar.</p>
<p>O que me veio à mente não foi o Synaptic ou o Adept, mas sim o apt-get véio de guerra. Eu até lembrava dessas duas ferramentas, mas não sabia direito o nome delas (tem uma no KDE e uma Gnome. Qual é de qual?), em que menu elas estavam e nem onde tinha que clicar para instalar o pacote.</p>
<p>Como uso o <a href="http://yakuake.uv.ro/">yakuake</a> pedi para esposa pressionar F12 e ditei os comandos que ela deveria digitar. Toda nossa conversa no telefone, incluindo notícias dos <a href="http://www.sustenido.mus.br/blog/2008/01/28/os-quatro-patas/">filhotes</a> e a instalação do gFTP tomaram apenas 5m22s, segundo o meu ramal.</p>
<p>Por outro lado me lembro que toda vez que preciso dar suporte pro meu pai, que usa windows, são pelo menos uns 20 minutos no telefone: &#8220;Clica em Iniciar/Programas/XPO. Vai em Menu/Editar. Não tem isso? Tem Edit? Não? Que tela você está? Hum. Essa eu não conheço. O que tá aparecendo?&#8221;</p>
<p>O que deveria ser fácil fica complicado, pois a tela do outro lado varia de acordo com a versão do sistema operacional, do idioma, do Window Manager (se for Linux/Unix), etc, etc.</p>
<p>A linha de comando não muda. Os comandos que ditei pra minha esposa são os mesmos que comecei a aprender em 2001, quando tive meu primeiro contato com o Debian.</p>
<p>Comandos mais genéricos do Unix são ainda melhores neste ponto. Não mudam desde a década de 70. Trinta anos firmes e fortes.</p>
<p>Se você precisa fazer uma mesma tarefa para múltiplos arquivos então, ter uma certa fluência em comandos shell podem salvar um tempo precioso.</p>
<h3>Um exemplo simples</h3>
<p>Imagine que você precisa mandar as fotos das suas férias para a família via email. Você tem uma daquelas novas máquinas digitais de 12MPixel e cada foto ocupa mais de 10MB.</p>
<p>Você pode simplesmente abrir o Gimp e redimensionar todas as imagens para 800&#215;600. Com meia dúzia de cliques você faz isso.</p>
<p>Mas se ao invés de tirar 10 fotos nas férias você tirou 700, igual meu <a href="http://www.guisanches.pro.br">cunhado</a> fez?</p>
<p>O jeito mais fácil é via linha de comando:</p>
<pre> for i in *.jpg; do convert $i -resize 800x600 ${i/.jpg/-800x600.jpg}; done</pre>
<p>É apertar &lt;ENTER&gt; e ir cuidar da vida. Todas vão ser redimensionadas sem a sua intervenção.</p>
<p>OK, a sintaxe é horrível, está cheio de letrinhas e símbolos estranhos e pode não fazer o menor sentido agora, mas se você se dedicar a aprender um pouco de comandos via terminal agora eles vão servir de novo semana que vem. E na outra. E no ano que vem. E se as coisas continuarem assim, por muito mais anos por ai.</p>
<h3>E como decorar os comandos? São muito complicados.</h3>
<p>Muitos comando são <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mnem%C3%B3nica">mneumônicos</a> ou tem opções <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mnem%C3%B3nica">mneumônicas</a>, infelizmente quase sempre em inglês. Outro ainda são apenas a palavra que executa a ação em inglês.</p>
<p>Exemplos:</p>
<ul>
<li> Para listar os arquivos de um diretório, o comando é <strong>ls</strong> &#8220;LiStar&#8221;.</li>
<li>Para achar um arquivo, o comando é find</li>
<li>Apagar um arquivo? <strong>rm</strong> nele &#8220;ReMove&#8221;</li>
</ul>
<p>A idéia é ir aos poucos, entendendo cada comando conforme for utilizando. Diversos sites de ajuda como o <a href="http://ubuntuguide.org/">Ubuntu Help Guide</a> tem comandos prontos para copiar e colar. Aproveite e tente entender cada um. Lembre-se do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_de_manual">man</a>!</p>
<h3>Por fim</h3>
<p>Indiscutivelmente interface gráfica é algo sensacional. Simples, bonita, cheia de recursos e permitindo que qualquer um faça qualquer coisa sem saber nada de Linux. Muitos novos usuários foram conquistados para o Linux depois que distribuições como o <a href="http://www.ubuntu.com">Ubuntu</a> começaram a pensar que tem uma <strong>pessoa</strong> sentada na frente da máquina e ela quer interagir com o sistema.</p>
<p>Não sou xiita pelo prompt de comando e simplesmente odeio fazer algumas coisas via linha de comando, como ler emails e gravar CDs, mas não posso nem pensar em fazer o meu trabalho sem conhecer linha de comando e acredito que muita gente se beneficiaria de  também conhecer meia dúzia de coisa.</p>
<p>Depois de hoje a primeira aluna será a <a href="http://www.sustenido.mus.br">esposa</a>. <img src='http://geek.linuxman.pro.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>

	Tags: <a href="http://geek.linuxman.pro.br/tag/cli" title="CLI" rel="tag">CLI</a>, <a href="http://geek.linuxman.pro.br/tag/debian" title="debian" rel="tag">debian</a>, <a href="http://geek.linuxman.pro.br/tag/filhotes" title="filhotes" rel="tag">filhotes</a>, <a href="http://geek.linuxman.pro.br/tag/lifehacker" title="lifehacker" rel="tag">lifehacker</a>, <a href="http://geek.linuxman.pro.br/tag/linux" title="linux" rel="tag">linux</a>, <a href="http://geek.linuxman.pro.br/tag/newbie" title="newbie" rel="tag">newbie</a>, <a href="http://geek.linuxman.pro.br/tag/shell" title="shell" rel="tag">shell</a>, <a href="http://geek.linuxman.pro.br/tag/ubuntu" title="ubuntu" rel="tag">ubuntu</a>, <a href="http://geek.linuxman.pro.br/tag/windows" title="windows" rel="tag">windows</a><br />
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