Meus Cães – Parte VI

By | November 22, 2007

Atenção: Este é um post estilo “querido diário”. Continuação deste outro post

Chegando lá fomos olhar os filhotes e eu tentando me concentrar nos testes que ia fazer. Eu estava especialmente preocupado em não pegar um cachorro muito dominante, pois apesar da experiência com cães no passado me considerava um novato. E eu já sabia que rottweiler não é uma raça pra donos de primeira viagem.

Quando o tratador abriu a porta do canil nove filhotes pularam ao mesmo tempo tentando passar. Todos se engalfinhando e empurrando um ao outro tentando sair:

Mas eis que lá do meio, debaixo de todos os outros e, literalmente, coberto de cocô sai o menor filhote da ninhada. O bichinho passou por baixo dos outros e veio feliz da vida me cheirar, balançando o cotoquinho.

Droga… eu tinha escolhido meu cachorro sem fazer nenhum teste.

Fiz só um pseudo-teste de dominância e mesmo sem prestar muita atenção no resultado – já que o filhote tava escolhido mesmo – achei que o resultado estava bom.

Pedi pro tratador se ele podia passar um pano no filhote pra tirar aquele monte de cocô de cima dele e aguentarmos o cheiro até chegar em casa.

Mal sabia eu que ele ainda ia vomitar no caminho:

Chegando em casa, passado o enjoô, devidamente limpo e depois de uma soneca comecei a interagir mais com o Hurd.

Hurd, aliás, não é o nome de pedigree dele mas foi escolhido em homenagem do kernel do sistema operacional GNU/Hurd.

Eu não sabia muito se eu ia conseguir ensinar alguma coisa pra ele, pois sempre me lembrava do Lobo que nunca aprendeu nem a sentar, mas com poucos dias em casa o monstrinho já demonstrava a sua inteligência e o resultado de técnicas inteligentes de adestramento.

Em cerca de 2 semanas ele já sabia sentar, ficar, deitar e vir sob comando.

Na verdade o timming foi perfeito, pois na época eu estava trabalhando no segundo turno (das 16:00 às 00:00) e por isso eu passava o dia inteiro no quintal ou dentro do canil treinando com ele, ensinando as regras da casa e estabelecendo a hierarquia.

Fizemos tudo certinho com ele. Levávamos pra São Paulo quando íamos para lá, apresentamos para um monte de gente, ensinamos a brincar de buscar a bolinha, deixávamos interagir com cães diferentes. Caprichamos mesmo na socialização e na educação. Por isso ele sempre era bem-vindo onde íamos.

Quando o Hurd tinha cerca de dois meses o Tomás, que é de Santa Catarina, promoveu um curso em São Paulo e eu não perdi a oportunidade de ir e absorver mais um pouco do grande conhecimento que ele tem. Além disso ia ser uma ótima oportunidade de socializar o Hurd com mais um monte de gente e vários outros cães.

Foi sensacional o curso e mais uma vez o Hurd impressionou a mim e outros participantes – e até o Tomás – com sua doçura e inteligência apesar da pouca idade.

dsc00614.jpg

Continuei usando métodos positivos para o treino e sempre interagindo bastante com o Hurd chegamos até mesmo a praticar agility juntos.

Hoje o Hurd é um cachorro excelente. Extremamente bem-educado e obediente. Apesar de ter me dado bastante trabalho quando era filhote em algumas questões hoje não tenho do que reclamar.

Ele aprende muito rápido e com a ajuda do clicker eu consigo ensinar coisas em poucas repetições.

Mas como nem tudo são flores, o Hurd tem um problema grave de socialização: Ele odeia crianças.

(In)felizmente na minha família não tem nenhuma criança. Na época que ele era filhote também não tinha nenhum amigo que tivesse filhos e o único contato que ele teve com criança foram com os malditos vizinhos do condomínio, que eu descobri que jogavam pedra nele pelo portão.

O contato com o Hurd me fez ficar apaixonado por rottweilers. Eles são inteligentes, silenciosos, calmos e seguros. Só a presença de um é o suficiente para impor respeito no portão e pouca gente se arrisca a vir lavar o vidro do seu carro quando tem um no carro.

O Hurd é, sem dúvida, o meu ideal de cachorro e sou muito feliz por tê-lo escolhido.

Ah, e se você ficou pensando que ele é um anãozinho, já que era o menor da ninhada, fica uma foto do monstrinho pra tirar essa impressão.

CONTINUA EM OUTRO POST

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3 thoughts on “Meus Cães – Parte VI

  1. Fernando

    Olá. Como um ex-dono de 2 rottweilers, 1 pastor alemão e um doberman, posso assegurar, assim como você que rottweilers são mesmo excelentes cães. Hoje, infelizmente, não tem como eu ter um cachorro, mas assim que possível vai ser, de novo, um rottweiler.
    Abraços.

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