Meus Cães – Parte VII

By | November 24, 2007

Atenção: Este é um post estilo “querido diário”. Continuação deste outro post

Eu gostei tanto do Hurd que comecei a pesquisar ainda mais sobre Rottweilers. Li um bocado, comprei um livro, assisti vídeos na internet e comecei a pesquisar os melhores exemplares.

Agora que eu era dono da minha vida, tinha meu salário e minha casa achei que era hora de levar minha paixão um pouco mais adiante.

Eu pesquisei um bocado antes de comprar o Hurd, mas só depois de conversar com bastante gente e ir mais a fundo nas linhagens percebi que eu podia ter sido um pouco mais crítico na seleção da ninhada.

Para quem não sabe, todas as raças de cães são como são porque diversos criadores ao passar dos anos foram se empenhando em selecionar os melhores exemplares, com as melhores características e os utilizando no acasalamento, de forma que os filhotes sempre herdassem as características desejadas da raça. E para que isso seja feito de forma uniforme em todo o mundo existe um padrão oficial de cada raça.

Fazendo uma analogia bem geek: Existe uma RFC para cada raça e cada criador tem que implementar essa RFC nos seus cães através de seleção.

Apesar de existir o padrão e qualquer um poder olhar o padrão e olhar pro seu próprio cachorro para ver se ele está OK com o padrão isso não é muito eficiente. As pessoas tem a tendência natural de achar tudo o que é seu (filhos, cães) o melhor, o mais bonito, o mais inteligente, mesmo não sendo essa a realidade. Por isso existem as exposições de cães, onde um profissional, teoricamente neutro, analisa diversos cães e diz qual o melhor, segundo melhor, etc.

Existem circuitos regionais, nacionais e internacionais, de forma que um cão que é campeão em diversas regiões (paulista, carioca, mineiro), países (brasileiro, argentino, chileno) e internacionais (panamericano, europeu, etc) mostrou suas qualidades perante muitos cães da mesma raça e ganhou, sendo comprovadamente de boa qualidade e muito próximo do padrão.

Pesquisando então na internet descobri que um canil se destacava de longe na criação de rottweilers e comecei a acompanhar quase semanalmente o site do Von Olívio para ficar antenado com as novas ninhadas. Eu estava especialmente interessado em uma ninhada que tivesse como pai o Arko.

Depois de algum tempo finalmente apareceu uma ninhada e eu liguei (sem nem conversar com a esposa) e reservei uma fêmea.

Infelizmente estávamos de mudança na época e tive que marcar de buscar a filhota no final de semana seguinte, o que foi o suficiente para que toda a ninhada fosse escolhida por outras pessoas e a minha filhota foi a que “sobrou”. Mais uma vez meus planos de escolher cuidadosamente o filhote foram por água abaixo.

Felizmente a Pipe (também não é o nome de pedigree dela e foi dado em homenagem ao maravilhoso “|” que tanto facilita a vida do administrador Unix) se mostrou uma cachorrinha excelente. Temperamento calmo e de uma doçura extrema.

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O Reginaldo, dono do Von Olívio, me colocou mais pilha ainda me incentivando a levá-la em exposições. O time dele faria a inscrição, aquele tapa na aparência e a apresentação. Eu só precisava levá-la. E foi isso que fizemos:

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Ela nunca ganhou muita coisa. Foi a melhor em uma exposição em São Bernardo e 4.o lugar numa especializada da APRO, mas sem dúvida eram programas interessantes pra fazer num final de semana.

Eu gostava principalmente das especializadas da APRO, pois são exposições onde só tem rottweiler e são todos cães maravilhosos. Foram excelentes oportunidades para aprender ainda mais sobre a raça.

Neste meio tempo descobri também um esporte chamado Schutzhund, que basicamente é um esporte que foi criado com o objetivo de selecionar os cães também por temperamento, pois se você fica escolhendo somente acasalar os cães mais bonitos ignorando o temperamento você acaba criando imensos problemas. Exemplo disso são poodles agressivos, rottweilers insanamente violentos e pastores alemães sem instinto de guarda.

Pesquisando sobre o schutzhund comecei a participar de alguns grupos de discussão, entrei num grupo do orkut e conheci algumas pessoas na área.

Fiquei sabendo de um seminário que ia rolar em São José dos Campos ministrado por um alemão e participei de um dos dias. Aprendi um bocado de coisa, mas não me identifiquei com os métodos.

Mesmo assim resolvi treinar com a Pipe e o Hurd. Mas na minha cidade não tinha mais ninguém que treinasse schutzhund e não é um esporte que dá pra treinar sozinho. A parte da obediência até dá, mas o faro eu não tinha nem idéia de como treinar e a proteção exige um ajudante.

Por causa disso e por falta de tempo devido ao meu trabalho cada vez mais exigente, acabei participando apenas de uma competição, na modalidade mais iniciante com a Pipe e felizmente fomos aprovados. Na modalidade só tinha a gente, então o fato de termos ficado em primeiro lugar não conta muito.

Eu continuava frequentando o AdestradorOnline e o Tomás resolve promover outro curso em São Paulo. E lá fui eu novamente. 🙂

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E constantemente alimentando o vício fui atrás do curso do Alexande Rossi, que comentei em outro post como sendo o autor do livro Adestramento Inteligente.

Eu tava ficando bom nesse negócio de cachorro, mas já considerava que ter dois era o suficiente. Eu não queria arranjar problema com a esposa, pois já estava vendo que ela ia colocar eu e os cachorros pra fora se eu aparecesse com mais um.

CONTINUA EM OUTRO POST

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2 thoughts on “Meus Cães – Parte VII

  1. Carlos Medeiros

    Aqui no Brasil poderia/deveria ser criado o bombeiro voluntário. Achei a idéia muito boa. OBS: É muito difícil comentar aqui, difícil o dia que consigo. Complicado acertar essas letras dessa imagem.

  2. Viviane Rossini

    Olá Eri!
    tudo bem?
    Preciso do seu e-mail para contato.
    Tenho um cliente tntando ir para o Canadá com os cães e está com dificuldades…
    Um abraço!

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