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HURD
Ah, sim… comecei no novo emprego e tem bastante coisa interessante pra compartilhar. Mas tô com preguiça. E como o blog é meu, vou só postar uma foto do meu cachorro. Obrigado.
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Ah, sim… comecei no novo emprego e tem bastante coisa interessante pra compartilhar. Mas tô com preguiça. E como o blog é meu, vou só postar uma foto do meu cachorro. Obrigado.
Esse é o tipo de profissional mais comum em pequenas e médias empresas e, infelizmente, no Brasil até grandes empresas tem essa cultura ridícula de querer que o sujeito saiba tudo.
O interessante de ser um generalista é que você tem uma melhor visão do todo e pode atuar pontualmente em diversas áreas.
Isso aumenta bastante o número de vagas as quais você pode concorrer e, via de regra, isso costuma ser bom.
Quando meus pais estiveram aqui nos visitando pela última vez me trouxeram de presente um exemplar de “Dona Benta: Comer Bem“.
Desnecessário dizer que ele fica aqui perto do computador, junto com os livros de Perl e Python.
As receitas são sensacionais e extremamente saborosas. Não tem nenhuma receita fácil, rápida ou prática de preparar. Ao invés disso tem receitas longas, trabalhosas e cheias de ingredientes. Mas com um sabor sensacional.
A cidade de São Francisco, nos EUA está com um grande problema neste momento. Um dos funcionários da cidade é um engenheiro de rede extremamente capaz e habilidoso, sendo responsável sozinho por um imenso projeto que interliga todas as instâncias do governo.
De acordo com este artigo, o sujeito varou noites e finais de semana, sem receber hora extra, para desenhar, especificar e implementar a WAN.
Não bastanto isso, ele estava de on-call 24x7x365, sendo o único com conhecimentos e competência o suficiente para atuar em caso de problemas. Aparentemente era o único CCIE da equipe.
Recentemente tenho visto algumas pessoas infelizes com suas escolhas profissionais começarem a considerar a área de IT.
Só pra citar rapidamente a esposa e a Camila como exemplos. Então, já que vira e mexe acabo dando pitaco no assunto aqui ou ali, vou colocar algumas coisas que eu penso da área aqui neste post, assim fica mais fácil só falar: Olha este link.
Vou começar com uma piadinha que ilustra muito bem o que é trabalhar com IT:
– Trabalho em horários estranhos…
(igual às putas.)
– Pagam-me para fazer o cliente feliz…
(igual às putas.)
– Às vezes, o cliente até paga bem, mas o patrão fica com quase tudo..
(igual às putas.)
– O trabalho vai sempre além do expediente…
(igual às putas.)
– Sou recompensado por realizar as ideias do cliente…
(igual às putas.)
– Os amigos distanciam-se e ando quase sempre com colegas…
(igual às putas.)
– Quando encontro um cliente, esperam que esteja apresentável…
(igual às putas.)
– O cliente quer sempre pagar menos e, ainda assim, quer que eu faça maravilhas…
(igual às putas.)
– Quando me perguntam em que é que trabalho, tenho dificuldades em explicar…
(igual às putas.)
– Se as coisas estão mal, a culpa é sempre minha…
(igual às putas.)
– Todo os dias, quando acordo, digo a mim mesmo:
“Não vou passar o resto da vida a fazer isto.”
…e é outro dia igual às putas!…
OK, Se depois deste choque de realidade você ainda quer saber mais, clique no botão ai embaixo (ou continue lendo o feed, se for o caso. 😛 )
Continuando o post anterior, vem agora o momento onde a empresa morder a isca que você jogou e entra em contato.
< parênteses>
A coisa mais ridícula é que eles ligam e falam: “Oi, aqui é fulano do RH da empresa XYZ. Você aplicou para a vaga X no dia tal. Você está interessado?”
É muito difícil pra mim eu responder esta pergunta, pois a resposta que vem à mente é sempre: “Não, eu só mandei pra ver quantos idiotas ligavam de volta”.
< /parênteses>
“Lei e linguiça, se você gosta delas não queira saber como são feitas” – Chico
Comentei ontem que estou de emprego novo e prometi algumas dicas.
Aqui no Canadá a coisa é mais ou menos padronizada: A vaga anunciada tem descrição da empresa completa, dizendo o perfil da mesma, com área de atuação e uma lista de motivos pelo qual vale a pena trabalhar lá.
Depois consta uma lista com as responsabilidades do cargo oferecido e o tipo de atividade exercida, incluindo informações sobre quem são os clientes, se o ambiente é escritório, chão de fábrica, home-office, etc.
A seguir vem uma lista de soft-skills (algo como: boa comunicação escrita e oral, team-work, capacidade de trabalhar em turnos, etc) e por último a lista de skills técnicos.
Esta lista normalmente está dividida em duas partes: Skills necessárias e skills desejáveis.
Para minha sorte, normalmente nível superior está apenas entre as desejáveis.
Pois é. Estou voltando pra universidade. Mas não, não é isso que você está pensando.
Estou indo trabalhar para uma universidade.
Meu atual emprego até que foi interessante até um determinado ponto. Aprendi muito e vi como é infra-estrutura de IT de gente grande. E aprendi como é que se implementa Linux no que se chama “enterprise class” e entendi porque wall-street ama open source.
Também me mandaram pra Nova York e me deram curso de Perl. E só de birra, resolvi aprender Python. Além de que a famosa frase “a prática leva à perfeição” se mostrou real com o tanto que tive que colocar minha experiência com Bash pra funcionar.
Quem me conhece um pouco melhor sabe que meu nível de tolerância tende a zero.
Meu nível de paciência com gente burra/lerda/burocrática e afins é muito baixo. E isso também se aplica a situações, lugares e processos. Tampouco aguento gente de “boca mole”, que fala fininho, que fala pelos cotovelos, que fala como quem está chorando ou que fala como quem está lendo uma história para crianças.
A esposa é testemunha de que já teve vezes que, depois de passar mais de uma hora fazendo compras no Carrefour e me deparar com uma fila gigantesca no caixa eu simplesmente larguei o carrinho no meio do corredor e fui embora.
A geeky blog about technology and more.