Inteligência Artificial

By | June 11, 2016

Talvez porquê lá na firma Inteligência Artificial seja um assunto popular eu ando lendo e me interessando cada vez mais pelo assunto.

Nos últimos 20 ou 30 anos IA tem sido basicamente coisa de ficção científica e restrito apenas a Hollywood. É verdade que algumas incursões foram feitas no mundo real, como o Deep Blue da IBM derrotando Kasparov no xadrez em 1997.  Mas xadrez é exatamente um exemplo que coisa que um programa de computador “normal” é bom. Pode ser reduzido a um algoritmo “simples” e todas as possibilidades de jogadas podem ser calculadas e avaliadas num tempo razoável.

Deep_Blue

Para quem não é da área de TI, vou dar um exemplo de um algoritmo “normal”. Você mostra uma foto de um gato para um computador e pergunta o que é aquilo. O computador vai na base de dados dele e olha a primeira foto (um cachorro) e compara as duas. E chega a conclusão que não é o mesmo bicho. Ai ele puxa a próxima foto, de um elefante, e compara novamente. Não é o mesmo bicho… E continua por toda a fauna até que ele acha uma foto de um gato, compara com a foto que você mostrou e chega a conclusão que é o mesmo bicho.

Obviamente essa não é a mesma forma como nós, humanos, pensamos. Você vê uma foto de um gato e reconhece na hora. Ainda mais: mesmo que eu mostre para você uma foto de uma raça de gato que você nunca viu e ainda que alguém tenha pintado o bichano de cor-de-rosa você ainda vai reconhecer o gato. Não é o caso de um computador usando um algoritmo tradicional. Ele simplesmente não vai reconhecer o gato, já que na sua base de dados não tem aquela informação para comparar.

Felizmente de alguns anos para cá grandes avanços tem sido feitos. Mas mesmo tendo lido diversos artigos, notícias, assistido palestras (algumas bem exclusivas lá na firma) e interagido com IA quase todo dia, eu nem sequer me arrisco a tentar entender como esses novos algoritmos de inteligência artificial funcionam. Até onde posso explicar é pura mágica.

A grande mudança nos últimos 5 anos (ou menos) é que as IA estão deixando de ser específicas (como um computador que joga xadrez) e virando genéricas: Um mesmo sistema pode aprender a jogar xadrez, compor música e dar conselhos médicos ou legais. Note que a palavra chave aqui é aprender.

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Nos algoritmos tradicionais e antigos de IA os programadores tinham que gerar uma base de dados enorme, explicar as regras e interações das coisas para o computador. Era mais ou menos como se disséssemos:  “Olha, quando alguém derrubar o seu rei é cheque-mate e você perdeu”. “Olha, se tem pelos é mamífero, sem tem penas é ave”. E assim por diante.

As novas IA são capazes de aprender observando o mundo natural. Vários artigos pela Internet contam sobre IA que foram colocadas na frente de um video-game sem explicação nenhuma das regras do jogo e basicamente elas começaram a jogar uma partida atrás da outra até entender o jogo. Em todos os artigos que li em uma questão de dias (ou algumas horas) a IA se tornou melhor do que qualquer jogador humano jamais poderia ser.

Mas enquanto as aplicações nos campos científicos e acadêmicos são enormes, o que me interessa mesmo é o uso no meu dia-a-dia. E ninguém faz melhor uso de IA em produtos para o consumidor final do que o pessoal lá da firma™.

Vou dizer que às vezes eu ainda me assusto com algumas coisas, mas de forma geral eu quero ver mais e mais aplicações diárias de IA. Ou, se a minha assistente pessoal continuar ficando mais esperta a cada dia, já vai ser mais do que o suficiente.

Sei que tem muita especulação por aí tentando prever se IA vai tirar empregos das pessoas, criar caos ou até desenvolver consciência e se rebelar contra os humanos, no melhor estilo exterminador do futuro, mas pelo menos no momento me parece que IA está mais agregando do que removendo… O futuro ainda a ser definido.

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One thought on “Inteligência Artificial

  1. Mari

    Que da hora!
    Lembrei de um seriado britânico bem interessante que fala das IA´s no futuro e que se chama Black Mirror, já viu? Tem na Netflix.

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