Quem chegou a ver esse post anterior se lembra que quando nos mudamos aqui para a casa nova uma série de motivos nos deixou sem TV (aberta ou à cabo). E eu teria me esquecido completamente disso se a esposa não tivesse comentado esses dias: “Ei… faz um ano que estamos sem TV”.
E pois é… depois de um ano inteiro sem TV continuo sem sentir a menor falta. Assisto seriados e filmes via Netflix ou iTunes, com a vantagem de seguir meus próprios horários, leio notícias na Internet ou escuto no rádio e economizo uns bons tostões por mês em TV a cabo. Isso sem contar como me poupo de propagandas que só estimulam o consumismo e de perder tempo assistindo porcarias “só porquê tá passando mesmo”.
Infelizmente esse é um daqueles posts no esquema “aprenda com os meus errors”. Isso obviamente significa que andei fazendo coisa errada e espero que contando minha cabeçada alguém leia e evite aprontar a mesma bobagem.
Começo dizendo que, caso você ainda não saiba, eu sou um cara bem econômico. No geral não gasto desnecessariamente e meu “impulso consumista” normalmente envolve meses de planejamento e economia, de forma que não em enfio em dívida para satisfazer gostos pessoais. Isso tudo é bom. Ótimo na verdade…
O problema é que de vez em quando eu perco a mão e vou para o extremo do negócio, que é virar um pão-duro. E isso costuma acontecer com coisas que não consigo imaginar um cenário recente ou vislumbrar um cenário futuro onde precisei/precisaria gastar dinheiro com algo que pudesse ser evitado gastando menos dinheiro antes. Explico.
A primeira vez que caiu a ficha nessa temporada passada foi na Chapters. Pelo menos uma vez por mês a gente dá uma paradinha nessa livraria para fuçar e invariavelmente eu acabo saindo da loja com uma ou duas revistas em quadrinhos, um livro técnico qualquer ou alguma ficção… sei lá. A esposa então nunca carrega menos do que 2 ou 3 livros por visita. Dêem uma olhada na lista de livros que ela leu ano passado e vão ter uma idéia.
E ai toda vez que eu ia pagar o caixa perguntava: Tem cartão de rewards? (Não). Quer fazer o cartão de rewards? Custa $25 e você passa a ter descontos em todas as suas compras.
Ai entrava a pão-durice. A primeira coisa que já me travava era os $25. Amigão… 25 mangos? Tá de zoeira, né? Com essa grana eu compro um livro. Não um cartão de benefícios. Além disso vinha o pensamento: Bah… Eu nem gasto tanto assim em livro. Raramente venho aqui. Se eu quiser alguma coisa vou na biblioteca e pronto. E isso foi perdurando durante mais de 3 anos.
Até que um dia que a esposa ganhou um gift-card e fomos lá sem dó de gastar. Pegamos tudo quanto era livro, revista, marcador de página… tudo e mais um pouco. Quando chegamos na boca do caixa a moça fez a típica pergunta do cartão e quando eu disse que não ela falou: Perai. E começou a fazer umas contas. Depois virou e me disse: Se você tivesse o cartão você estaria economizando hoje $20. E ai me deu o clique. Com o tanto que a gente gasta por ano (período de validade do cartão) os $25 mangos se pagam umas 2 ou 3 vezes. Eu devia ter pensado nisso antes!
Lição um: Faça as contas, não bloqueie as opções só de ouvir o custo inicial. Talvez valha a pena.
Agora a segunda coisa é o que realmente me enfureceu, porquê realmente paguei uma taxa-burrice esse inverno.
Os seguros automotivos aqui no Canadá não incluem assistência 24hrs. Se você precisar de assistência na rua ou na estrada se vira. Dá seus pulos. E ai adivinha o meninão aqui? Quando foi a última vez que precisei de assistência? Não me lembro. Será que vou precisar algum dia? Talvez. Mas quão ruim pode ser? E quão caro? Aposto que se eu precisar de um guincho uma vez nos próximos 10 anos vai ser muito. E ai eu pago do meu dinheiro que eu vou ter economizado não pagando assistência nenhuma nesse período. Nossa como sou esperto.
Bom… ai chega o inverno, neva até umas hora, a entrada da nossa casa fica parecendo um rink de patinação e um dia de manhã meu carro simplesmente desliza ladeira abaixo e cai dentro da vala. \o/
Ai entra o primeiro detalhe que eu nunca tinha pensado: O fato de eu não ter assistência também significa que eu não tenho a menor de idéia de pra quem ligar. Toca pegar as páginas amarelas e procurar um guincho. Mas não foi fácil já que moramos numa área distante e eu já estava imaginando que nego ia me cobrar por quilometragem percorrida. Foi difícil mas achei alguém que se dispusesse a vir até aqui tirar meu carro da vala.
O guincho me puxou, literalmente 10 metros. Quanto morreu? $170,00! Cento e Setenta Dólares. Maldito.
OK… eu fiquei puto mas pensei: Bom, pelo menos já foi-se minha dose de precisar de assistência por um bom tempo. Agora que não faço nenhuma anuidade mesmo.
Duas semanas depois, adivinha? Dá pau no meu alternador e meu carro pára, seis da tarde numa das maiores tempestades do inverno no meio de uma das principais vias da cidade. \o/
E dessa vez eu estava na rua sem nem sequer acesso às páginas amarelas, né? #VDM, como dizem no Twitter.
Felizmente não estávamos parados nem a 10 minutos e um guincho encosta atrás da gente. “Oi, precisam de ajuda?”. Sim, moço, tá aqui minha carteira, meu relógio, meu celular e a escritura da minha casa… Só me tira daqui, por favor. (Tá, não foi tão ruim… dessa vez morreram só $ 60,00. Mais $30 de taxi até em casa).
Como eu sei que o Murphy toda vez que implica comigo não larga do meu pé tão cedo resolvi ir logo na CAA e me associar. E ai o que eu descubro? Que ser um membro Plus custa só $120/ano mas que o cartãozinho te dá desconto em uma penca de lugares, inclusive vários dos restaurantes que a gente vai com freqüência. Isso além de juntar bônus quando abastecemos o carro na rede que sempre utilizamos. Sem contar com diversos serviços aos associados, planejamento de trajetos, reserva de hotéis (com desconto), seguradora própria… Serviço completo mesmo. E assistência inclui até te levar combustível caso você tenha um pane seca!
Não acreditei de novo na burrice. Só os descontos em restaurante e cinema já tinham pago a associação desde o começo. Incrível como a pão-durice me custou caro de novo.
Lição dois: Coisas que se referem a situações de emergência ou inesperadas (inclusive seguro) devem ser pagas. Mesmo que você nunca use. Mas se você está no Canadá CAA vale muito a pena.
Espero que com essas eu tenha aprendido alguma coisa e não cometa mais os mesmos erros. Já foi muito alto meu prejuízo com pão-durice. Agora vou pensar muito bem em com que economizo. Deixa agora eu ir lá na loja de refurbisheds e já volto.
Como profissional eu sempre tento ser pró-ativo, procuro me envolver em projetos complicados que ninguém tem interesse e procuro dar o máximo de mim em todas as situações. Até o momento tenho sido bem sucedido com essa abordagem, mas pela primeira vez achei um livro que reflete exatamente como me comporto. E aparentemente estou no caminho certo.
Não sei a experiência de vocês, mas algo que me incomoda muito é ver uma coisa sendo feita de um jeito defeituoso, complicado, caro, complexo ou demorado demais só porque sempre foi feito daquela forma. E ninguém nunca toma a iniciativa de resolver aquele problema.
Ah, meu amigo… Na minha mão essas coisas não duram não.
Eu gosto muito de aprender pelo exemplo dos outros e caso alguém ai também goste vão aqui dois exemplos de coisas simples que eu fiz no passado que fizeram uma imensa diferença profissional no futuro.
A primeira foi num banco onde trabalhei. No meu segundo dia lá o sujeito que eu estava substituindo apareceu para assinar uns papéis no RH e veio conversar comigo. Falou que o principal sistema do banco (Java-based) rodava em um servidor lá num canto do CPD e que ele caia pelo menos 2 vezes por dia. Minha principal responsabilidade na empresa seria ficar de ouvido e assim que alguém gritar que o sistema caiu sair correndo, entrar na sala dos servidores e rodar uma série de uns 10 comandos no shell para restaurar o sistema.
Dito e feito, naquele mesmo dia antes do final do expediente caiu o maldito e toca eu correr pra arrumar. Eu nem sabia o que estava fazendo, só sei que tinha uma série de comandos a serem executados. Mas ali mesmo já fiz uma melhoria. O cara digitava todos os comandos, demorando uns 2 ou 3 minutos para recuperar o sistema. Eu comecei só apertando flecha pra cima e usando o history. Já abaixei pra um minuto, mas ainda não tinha idéia do que rolava. Nem sabia que raios era aquilo.
Depois de um mês mais ou menos de casa (e muitas corridas minhas e dos meus colegas pra dentro do CPD) eu comecei a entender. A aplicação feita em Java rodava em um container proprietário. Um container que o banco pagou uma fortuna para ter. E era uma versão com uns 4 ou 5 anos de idade, cheio de bug.
Comecei a fazer amizade com o pessoal de desenvolvimento e descobri que como ambiente de desenvolvimento cada um rodava uma instância de Tomcat no seu próprio desktop e que nenhum deles tinha os problemas que apareciam em produção.
Lógico que cheguei pro meu chefe e sugeri migrar para Tomcat. E lógico que a resposta foi não.
Bom… ai entrei no modo black-ops e sorrateiramente instalei o Tomcat no servidor, mas numa porta alternativa e deixei rodando, sem ninguém acessando, por uns 2 ou 3 dias. Depois conversei com uns usuários que trabalhavam no meu andar e alterei o bookmark deles para acessar a minha instância do Tomcat por padrão ao invés do default. E eles rodaram felizes e sem quedas por mais de semana.
Nisso eu já me preparei, arrumei uns scripts num canto e numa segunda-feira assim que o sistema default caiu eu subi o Tomcat no lugar dele. Sem dó nem piedade.
Ao invés de cair 2 vezes por dia o sistema passou a cair só 2 vezes por semana. Rodando mais rápido e bem mais confiável. E eu quieto.
Com quase um mês com a coisa rodando eu chego pro meu chefe e falo: Reparou que o sistema parou de cair? Viu como está mais rápido? (Alguns usuários tinham até elogiado). Pois é. Instalei o Tomcat.
Fui elogiado e reconhecido apesar de ter desobedecido ordens pois resolvi um problema enorme da empresa sem nenhum custo e excelente resultado. Fiz o que precisava ser feito no melhor interesse da empresa e de mim mesmo, afinal não sou bombeiro para sair apagando incêndio.
Quase um ano depois acabei também descobrindo porque raios o sistema ainda caia uma ou duas vezes por semana: O servidor era um hardware RISC cuja última versão de Java disponível era 1.3 e os programadores estavam desenvolvendo o sistema em Java 1.4. Quando algumas rotinas eram chamadas elas simplesmente abendavam o container. (Não lembro ao certo os números das versões, mas era algo assim).
A segunda história foi quando eu trabalhava no meu primeiro emprego numa mega-empresa sendo recurso dedicado para um cliente que era outra mega-empresa.
Nosso time de brasileiros foi contratado para substituir um time de americanos. A gente custava menos de 1/4 do que eles custavam então rolou um outsource.
Parte de nossas atividades era uma vez por mês fazer um relatório de capacity planning para as localidades pelas quais éramos responsáveis e apresentar para os administradores dessas localidades.
Para fazer isso tínhamos uma planilha excel onde importávamos gráficos do Orion de cada localidade. Eram uns 4 ou 6 gráficos para cada localidade, umas 20 ou mais localidades para cada um dos 10 membros do time. Eram umas 4 horas de trabalho gerar a planilha. Um total de 40 horas-homem cada mês só pra preparar o relatório.
Depois de uns 3 ou 4 meses fazendo esse treco eu cansei. Trabalho duro e chato demais. Não é possível que não tivesse um forma melhor de fazer aquilo.
Gastei então 2 dias inteiros (16 horas/homem) aprendendo como fazer macros em Excel e fiz um script que era capaz de gerar todos os gráficos sozinho, conectando no Orion e puxando o que fosse necessário. Arrumando fontes, cores, tudo do jeito que o povo estava acostumado.
Joguei na mão do meu time e todo mundo adorou. Criar o report então passou a ser uma atividade de 15 minutos (2.5 horas-homem/mês).
Isso, juntamente com outras inovações que o time trouxe em relação ao que os americanos faziam, nos renderam um prêmio e mais tarde eu consegui ser transferido para um outro departamento para onde eu sempre quis ir, exclusivamente dedicado a projetos.
Em nenhum dos dois casos ninguém me pediu para fazer nada. Não fazia parte das minhas atividades normais e, potencialmente poderiam até me prejudicar (quem sabe demitido no primeiro por desobedecer o chefe ou despedido no segundo por não ser mais necessário).
Eu já trabalhei com pessoas que pensam que não devem automatizar procedimentos pois não poderão mais justificar sua presença “se não tiverem o que fazer”. Outras não criam documentação nem procedimentos na esperança de se tornarem insubstituíveis.
Na minha humilde opinião qualquer trabalho que possa ser automatizado não vale a pena ser feito manualmente logo de cara. Se seu trabalho constitui-se apenas de coisas de um script poderia fazer melhor e mais rápido do que você faz seria uma boa idéia começar a procurar um novo emprego. Eu já fiz isso e não me arrependi. Automatizei todas as minha tarefas e pedi demissão. Todo mundo ficou feliz. Meu ex-chefe e eu.
E no segundo caso comento duas coisas:
Ninguém é insubstituível.
Quem é quase insubstituível é 100% impromovível.
Se você não tem uma atitude profissional do tipo “faça o que tem que ser feito” leia o livro e pense na sua carreira.
Quando nos mudamos para a casa nova um dos primeiros lugares que liguei foi a EastLink, nosso provedor de Internet, TV a cabo e telefone.
Acontece que como a casa é uma construção nova e nunca tinha tido nenhum desses serviços a EastLink me pediu uma semana só pra fazer um site survey e ver se seria possível instalar os serviços. Minha educação já está suficientente canadense para dizer OK e esperar a tal da uma semana.
Então ficamos eu e a esposa aqui na casa nova sem Internet, TV ou telefone contra nossa vontade. E como estava sem internet mesmo nem liguei o meu computador principal que é tambem servidor de arquivos onde tenho nossos filmes que acessamos pela AppleTV. Uma semana completamente offline… Vamos fazer o que da vida?
Bora ler, né? A esposa é uma leitora ávida, como podem ver aqui, e eu também gosto um bocado. Mas se posso sentar na frente da TV acabo sempre fazendo isso.
Nesse meio tempo a EastLink nos responde: OK! Podemos instalar seus serviços… Daqui a 2 semanas.
ZERO-DOIS! O Senhor está de brincadeirinha, senhor ZERO-DOIS? Duas SEMANAS pra instalar essa M* dessa Internet ZERO-DOIS?
Mandei a EastLink catar coquinho e liguei pra BellAliant. Mas já vi que ia sair mais caro e o lado muquirana gritou alto e pensei: Quer saber? Não vou pedir telefone. E nem TV. Dâne-se.
Não sei se a história abaixo é verídica, mas é uma boa introdução ao post:
Dizem que a Xerox contratou uma consultoria para melhorar o serviço de suporte ao cliente. Depois de muito dinheiro gasto, um imenso (e complexo) sistema desenvolvido e nem tanta melhora assim resolveram investigar. Para fazer isso começaram a analisar número de chamados fechados e feedback dos clientes para determinar quem eram os bam-bam-bans do suporte e usá-los como fonte de estudo para melhorar os outros.
Uma semana de análise depois chegaram à conclusão que dois funcionários eram imensamente superiores – tanto na quantidade de chamados fechados como no resultado positivo de acordo com os cliente.
Um deles era o funcionário mais antigo do suporte. Com 15 anos de casa ele não só sabia como resolver grande parte dos problemas de cabeça como mantinha sua próprias anotações que utilizava como base de conhecimentos. Ele nem sequer usava o novo sistema.
A surpresa, porém, foi que o segundo melhor foi um novo estagiário, recém-começado na empresa e que ainda nem sequer tinha usuário e senha para acessar a base de conhecimentos. Porém ele sentava do lado do melhor funcionário do suporte e não tinha medo de perguntar.
(in)Felizmente eu já estou nessa vida de sysadmin a tempo suficiente para me encaixar mais no perfil do primeiro sujeito, mas para manter minha sanidade eu fiz outsource do meu cérebro na maior parte das coisas. E tem funcionado bem até o momento. Explico:
A maior parte das coisas que precisamos saber nos nossos trabalhos se encaixam em uma dessas três categorias: As que fazemos muitas vezes, as que fazemos com uma certa freqüencia e as que nunca vimos antes na vida.
Via de regra eu tento fazer outsource do meu cérebro (e francamente do meu tempo) para as três opções e aqui vão algumas dicas. São voltadas para os sysadmins, mas provavelmente podem ser adaptadas para outros profissionais.
Nas minhas andâncias pelo Google me deparei com o poder dos contâineres. E não estou falando desse tipo aqui. Estou falando dos containers de carga, aquele tipo de colocar em navios.
É impressionante a quantidade de aplicações que a criatividade humana deu para o produto. O que faz todo o sentido, já que é praticamente um lego gigante.
Esses dias convensando com a esposa, por algum motivo chegamos à seguinte conclusão: “10 mangos por mês não pode ser difícil.”
O contexto da conversa era como seria possível incrementar a renda familiar sem fazer nada. Tirar milão por mês sem fazer nada é quase impossível na nossa atual situação. Cem pilas não parece nada fácil… Mas 10 mangos? Não é possível que duas pessoas (razoavelmente) inteligentes e educadas não consigam 10 mangos por mês. Bom… aparentemente é possível.
As regras que colocamos para nós mesmos tornaram a missão muito complicada:
O dinheiro deve vir de fonte lícita e moral
Não deve ser dinheiro feito de dinheiro (aka investimento)
Deve ser automático (sem precisar de nenhuma ação ativa de nossa parte)
Deve ter investimento inicial mínimo (afinal tamos falando só de 10 mangos por mês)
Deve ter esforço inicial mínimo
E, acredite se quiser, depois de quase um mês não temos a menor idéia do que fazer para conseguir os $ 10 seguindo essas 5 regrinhas.
Algumas idéias surgiram, mas sempre falhando em algum dos pontos (investimento inicial, automatização, etc).
Acho que o que passou mais perto foi monetização dos blogs – thanks, but no thanks – e uma idéia genial do meu cunhado: Deixar crescer o cabelo e vender depois. (-_-)
Te desafio a tentar isso você também. Siga as 5 regras e veja o que consegue ao fim de um mês. Não ficaria surpreso se alguém conseguir pensar em algo… minha criatividade é algo lamentável.
“Aquilo que o mundo me pede não é o que mundo me dá” – Chorão, Charlie Brown Jr. Gabriel o Pensador
Meus familiares, amigos e leitores mais antigos do blog sabem que odeio o sistema de ensino convencional, professores e toda a cultura formada em volta disso. Lógico que também é o cúmulo da ironia eu trabalhar numa universidade, mas isso é bem recentemente na minha vida e apenas confirmou o que eu sempre pensei.
Você já parou para pensar como o que a vida nos exige não se aprende na escola? E por outro lado, o que se aprende na escola muitas vezes é totalmente irrelevante para a sua vida?
Não precisa ir longe. Abra o Orkut, um blog qualquer ou um site de notícias que permite comentários dos leitores e leia os absurdos que as pessoas escrevem. As pessoas tem a capacidade técnica de ler (ensinada na escola) mas não tem a capacidade mental de entender (não ensinada na escola).
Quer mais exemplos? Você deve conhecer alguém altamente inteligente e capacitado na sua área de atuação, que ganha um salário muito acima da média e mesmo assim deve até as cuecas para o cartão de crédito ou banco.
A gente aprende a ganhar dinheiro (aprendendo uma profissão), mas não aprende a gastá-lo e, muito menos, a guardá-lo.
E na escola – e também em casa – o que se aprende desde criança é a obedecer, receber ordens, seguir regras. Qualquer contestação é respondida com um “porquê eu mandei!” ou um “não é essa a resposta que eu queria” e ainda um “eu MANDEI você mudar de lugar.”
Depois do colegial (aka na fase da adolescência) eu fiquei mais contestador e perdi a contagem do número de vezes que arranjei confusão com professor porquê eu fiz ou respondi algo de forma diferente do que foi ensinado (invariavelmente de forma melhor).
Era normal os professores desconsiderarem minhas respostas com um argumento do tipo “não foi assim que eu ensinei” ou “você colocou uma resposta muito curta e eu queria a resolução inteira”.
Ai você chega numa entrevista de emprego e o que é que o cara do RH está procurando? “Um líder”. Ou ainda: “alguém que pense fora da caixa”.
Ah, tá. Perai que vou chamar a tia Matilda da terceira série e pedir pra ela explicar porquê ela assassinou 40 líderes e socou 30 futuros profissionais de volta pra dentro da caixa.
Eu poderia ir longe na minha ranhetice, mas vou deixar aqui alguns exemplos de coisas que eu penso serem fundamentais para qualquer pessoa e que não são ensinadas na escola, bem como algumas referências de onde você pode procurar mais informações sobre essas coisas:
Tá ganhando pouco? Mal vê a hora de ganhar na mega-sena? Toma sorvete no inverno pra ver se pega uma gripe e consegue dispensa no serviço? Odeia seu trabalho, seu chefe ou seus colegas?
Amigão, você é um bosta mesmo precisa assistir isso:
Confesso que nunca tinha ouvido falar de Randy Pausch, mas acabei de assistir o vídeo abaixo, que tem o nome de “a última aula de Randy Pausch” , e virei fã do cara.
Não vou falar mais nada, pois estraga a surpresa do vídeo. Dêem uma olhada na entrada da Wikipedia que linkei também, que vale a pena.
Em tempo: Vídeo em inglês, com mais de 1 hora de duração. Mas vale muito a pena.